sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tipos de contatos extraterrestres


A ufologia, muitas vezes, é abordada de forma cômica pela grande mídia. O paradigma antropocêntrico, a falta de preparo dos que falam, além da ausência de conhecimento mínimo em astronomia é parte causadora dessa impressão. Contudo, bastaria observamos o céu noturno para reconhecermos que em volta de muitas estrelas (só na Via-Láctea existem bilhões) encontram-se tantos outros planetas.

Um dos pontos básicos para o iniciante nesse campo de investigação é conhecer os tipos de contatos possíveis:

1º grau: visualização de luzes;

2º grau: marcas no solo da nave;

3º grau: o extraterrestre desce da nave e faz contato com o indivíduo;

4° grau: o extraterrestre abduz o indivíduo.

Assim, ao investigar algum caso, deve-se antes classificá-lo num desses grupos para melhor organização do estudo.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Dexter, o novo coringa? - Dexter, the new joker?

Além da instigante construção dos capítulos, que compõe a série, e do brilhantismo da atuação do protagonista Michel C. Hall haveria algo mais interessante a serem discutidas nesta obra? 
Sim, muitas outras. Mas, sem dúvida, uma das melhores seria como o conceito de justiça é apresentado.
Dexter aparece como um justiceiro à moda antiga, que ao invés de recorrer aos procedimentos do Estado decide fazer suposta ‘justiça’ com as próprias mãos. O intrigante é que o telespectador, dado ao carisma da personagem, é seduzido suavemente a validar suas ações. No caso do Brasil, vale nos questionar: “Por que isto ocorre, por que somos tentados a entender a ação do serial killer como aceitável?”.
Tendo em vista os últimos protestos ocorridos no Brasil (2013-2014), observamos a crise do tecido social, saúde, trabalho, transporte, educação, política e justiça. Isso tudo, somado à influência das diversas mídias sensacionalistas na formação da opinião pública tende a fazer com que grande parte da população veja o poder judiciário como algo ineficiente ou, em muitos casos, duvidoso. Decorrência natural disso é o risco de abrirmos mãos do ‘humanismo já conquistado’ e retrocedermos ao ‘animalismo combatido’, aonde cada indivíduo pratica aquilo que lhe parecesse justo.
A partir da psicologia, poderíamos lançar à hipótese de que o sucesso e a identificação de muitos telespectadores com Dexter ocorre pela simples razão de que ele faz o que muitos gostariam de fazer, mas não têm coragem. Dexter, realmente, modifica o conceito de “herói imaculado” para “maculado”, de “vilão desprezível” para “vilão aceitável”. Não é a toa que é um dos mais cotados, pelo público, para representar o coringa após a considerada insuperável atuação de Heath Legder.

A série envolvente, portanto, pode nos revelar algo muito crítico sobre as expectativas de uma camada considerável da sociedade. Deixando as seguintes perguntas, ao tratar o conceito de justiça: “Será que nosso futuro será um retorno ao passado?”, “Será que o conceito de justiça se transformará?”.

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Besides the construction of the exciting chapters which make up the series, and the brilliance of the performance of the protagonist Michel C. Hall would be something more interesting to be discussed in this work ?
Yes , many others. But undoubtedly one of the best would be like the concept of justice is presented .
Dexter appears as a vigilante old fashioned , that rather than resort to the procedures of the State decides to supposed 'justice' into their own hands . The intriguing the viewer is given to the charisma of the character, is induced slightly to validate their actions . In the case of Brazil , it is worth asking ourselves : " Why this occurs , why we are tempted to understand the action of the serial killer as acceptable ? " .
Given the recent protests in Brazil (2013-2014) , noted the crisis of the social fabric , health, labor , transportation, education , politics and justice. That, coupled with the influence of several sensationalist media in shaping public opinion tends to make much of the population see the judiciary as something inefficient or , in many cases doubtful. Natural result is that the risk of opening hands of ' humanism already won ' and we go back to ' fought animalism ' , where each individual practices what seemed fair to him .
From psychology , we hypothesize that the success and the identification of many viewers with Dexter is for the simple reason that he does what many would like to do but do not have courage. Dexter really modifies the concept of " immaculate hero " for " tainted " by "despicable villain " to " acceptable bad guy ." No wonder it is one of the most quoted , the public , to represent the joker after considered unsurpassed performance of Heath Legder .
The engaging series, therefore , can reveal something very critical about the expectations of a considerable section of society . Leaving these questions by treating the concept of justice , "Is that our future will be a return to the past " , " Does the concept of justice will become ? " .

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"The PROMISED LAND" A TERRA PROMETIDA

O filme "A terra prometida" (Promissed Land), estrelado por Matt Damon, apresenta o tema das jazidas de
gás natural, como uma grande esperança de salvação financeira para uma pequena cidade norte americana.
Os funcionários da empresa "Global", responsáveis pela negociação e compra das propriedades locais, para eventual perfuração e extração do gás, começam a enfrentar resistência de um suposto ambientalista de uma ONG chamada "Atena".
Com uma fala sentimentalista, o defensor da 'Causa Verde' passa a persuadir a população dos riscos de tal extração. A trama se desenvolve sobre este conflito entre os interesses locais e das multinacionais.
Umas das teses principais levantadas, resume-se num conhecido provérbio: "De boas intenções o inferno está cheio".  
Na crise atual, aonde as ONGS "Verdes", partidos "Ecológicos" se multiplicam acentuadamente, o filme nos leva a refletir sobre como o "mercado" se apodera destas tendências, para manter seu controle 'subliminar' e domínio sobre as massas, com a ideia de que "ao invés de mudar a música é melhor usá-la ao nosso favor".
Com um final imprevisível, para além de todo clichê hollywoodiano, a obra revela como o poder pode comprar 'pessoas chaves' para defender causas opostas. Deixando algumas velhas questões no ar: "Toda pessoa tem um preço?", "A terra prometida será apenas um sonho ou apenas uma possibilidade?

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The film " The Promised Land " ( Land promissed ) , starring Matt Damon , introduced the subject of natural gas fields , as a great hope of financial salvation for a small North American city .The employees of the company " Global " , responsible for negotiating and buying local properties , for eventual drilling and extraction of gas begin to face resistance from a supposed environmentalist NGO called " Athena " .With a sentimental speech, the defender of the ' Green Cause ' shall persuade the public of the risks of such extraction. The plot unfolds on this conflict between local interests and multinationals .One of the main arguments raised , sums up a known proverb : " From good intentions is filled hell ."In the current crisis , where the NGO " Green " parties "Greening " multiply sharply , the film leads us to reflect on how the "market " seizes these trends to keep your ' subliminal ' control and domination over the masses with the idea that " instead of changing the music is best to use it to our advantage ."With an unpredictable end , beyond every Hollywood cliché , the book reveals how power can buy ' key people ' to defend opposing causes. Leaving some old questions in the air : " Everyone has a price ? " , " The Promised Land is just a dream or just a possibility? 


segunda-feira, 21 de maio de 2012

"O tempo não para"


Após assistir o filme “Cazuza: o tempo não para”, pela segunda vez, observei três coisas

interessantes na sua personagem principal: drogas, sexualidade e música ao extremo.

Drogas para fugir da rotina, sexualidade para transbordar os sentidos e a música como uma forma de crítica e autocrítica. Uma existência que pouco considerou a receita: “vida feliz é vida equilibrada”.
Apesar desta afirmação radical da existência, as consequências vieram e o diagnóstico do HIV foi arrebatador. “O tempo não para”, e assim o fez, implacável não deu chance ao poeta carioca.
Geralmente, esta obra é utilizada, entre os jovens, como um elemento causador de medo, afinal de contas, quando o cultivo da autonomia falha  este é o primeiro método que muitos recorrem para controlar. Ou é usada, na melhor das intenções, apenas como uma reflexão sobre a necessidade da prudência, como uma forma de viver mais tempo, como se isso simplismente fosse garantia de felicidade. Nesse sentido, o clichê moralizante é esperado, não há novidades, só mais do mesmo.
No entanto, procurei outro olhar sobre a obra, descobri uma sutileza: mesmo afirmando a existência e sofrendo suas consequências, em nenhum momento a personagem se faz de vítima, ou seja, responsabiliza seus colegas, família, parceiros, sociedade ou moral. Coisa que é muito comum se fazer, por estes quatro cantos do Brasil hoje. Afinal de contas, ser vítima está na moda, em nossa democracia. Enquanto a honra e a honestidade são coisas para os inocentes, tolos. Quem teria honestidade intelectual o bastante de reconhecer que apostou suas fichas em uma causa perdida?

Afirmar a vida de modo radical deve ser seguido com responsabilidade. No entanto, o que vemos hoje é muitos querem dar uma de “Cazuza” e depois deixarem a conta para outros pagarem, como se dissessem: “o prazer é meu, mas o trabalho é seu”, “a diversão é minha, porém, a limpeza é sua”. Deste modo é fácil ser ousado, rebelde ou inovador. Afinal, por que me preocupar, se minha dívida será debitada na conta dos outros? 
Não existe humanidade perfeita, pois seu próprio conceito sintetiza o de pior e o de melhor que em nós habita. Cazuza não se coloca como um exemplo, nem era esta sua intenção. Mas, realmente, nos deixa uma provocação, de como dentre as várias possibilidades de afirmar a existência, assumir os prazeres e consequências da vida, sem lamúrias, sem culpados ou inocentes, simplismente sua pura e torturosa afirmação. Será que somos corajosos o bastante ao menos para reconhecer isto?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM"

Pelo menos uma vez ao mês, tiro um final de semana para passar junto com meu irmão. Isso serve para por a conversa em dia, coisa que a pressa cotidiana não permite fazer. Tempos onde “a produção é a medida de todas as coisas”, dogma máximo da maioria das instituições, onde as relações humanas já não parecem tão humanas assim, onde se corre em velocidade máxima para todos os lados, mas sem saber para que e para quem.
Assim, resolvemos ir assistir o filme “Planeta dos Macacos: a origem”. Há momentos em que a ficção científica parece ser uma fonte de risos e tristezas, por nos lançar às novas utopias.
O filme, em poucas palavras, conta a história de um cientista, Will Rodman, que trabalha em pesquisas de desenvolvimento de medicamentos para aumentar a produtividade cerebral, na qual se utiliza de macacos como cobaia. Entretanto, algo dá errado e o projeto é interrompido.
Will leva um símio, César, para casa, pois caso contrário este seria sacrificado. Acaba testando seus medicamentos tanto neste como em seu próprio pai, que sofria de mal de Alzheimer. Em ambos os casos há um resultado imediato positivo.
César, por se envolver em uma briga para defender o pai de seu precursor, é colocado em um ‘centro de reclusão para macacos’, no qual passa a organizar outros seres de sua espécie, até liderar uma revolta contra a raça humana.
Após o filme, ainda em meio aos barulhos dos corredores do Shopping, comentei junto ao meu irmão que o a obra parece fazer uma pergunta implícita a todo tempo: “afinal de contas, de que lado você está, dos homens ou dos macacos?”.
A humanidade é a nossa herança, contudo, o modo como estamos conduzindo a natureza parece bastante cruel. Mesmo pertencendo a esta condição, parece que a resposta a tal questionamento esteja em afirmar a causa dos macacos como mais nobre e digna de respeito do que a nossa (afinal qual é a nossa?). O que nos coloca em uma encruzilhada: assumimos a necessidade de modificar radicalmente nossa relação com outras formas de vidas, de modo consciente, ou a efemeridade de nossa existência. 

sábado, 9 de abril de 2011

Ensino Religioso nas escolas – algumas razões e justificativas para se refletir.

A vida é mesmo contraditória...
Como se tem tornado uma rotina, estava lecionando a disciplina Ensino Religioso, em uma escola da rede Municipal de Ensino de Tremembé, no dia 07/04/2011. 
Desenvolvia um trabalho que partia da seguinte pergunta: “o que é o sagrado?”. Contudo, mal sabia que em outra escola algo tão triste, absurdo e terrivelmente profano acontecia. Coisa que não preciso me estender por aqui.
Algo que me chamou atenção foi o conteúdo da “carta de despedida” do atirador, em constavam alguns conceitos específicos das religiões, como pureza, salvação, Deus, pecado e Jesus, aparentemente, como uma justificativa para tal ato, porém, é claro, entendidos de uma forma tão distorcida e deturpada que causa repudio, a qualquer um que não tenha perdido a lucidez e o bom senso. Legitimar tal barbárie a partir de tais termos, não seria usá-los em vão? Não seria usar a palavra bem, quando na verdade se faz o mal, ou a pureza, quando na realidade se fabrica o profano? Penso que sim!
Mas outra pergunta se coloca de modo radical: como a disciplina Ensino Religioso poderia contribuir na prevenção de atos como este? 
Penso que, uma maneira possível, seria despertar no aluno a disposição para o respeito à diversidade cultural e religiosa, além de combater, assiduamente, qualquer forma de fanatismo, que cega, proselitismo doutrinal, que discrimina, ou profanação de valores tão sagrados, como no caso citado, que coloque na mira a vida de inocentes.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Salvar a humanidade ou condenar um inocente? Um devaneio sobre o filme "72 horas".

“Se para salvar a humanidade fosse preciso condenar um inocente, deveríamos fazê-lo? Não, a cartada não valeria o jogo, ou antes não seria uma cartada, mas ignomínia. (Dostoiévski) Porque se a justiça desaparece é coisa sem valor vivermos sobre a Terra” (Kant)".

O que resta, quando supostas provas não estão a serviço da verdade? E se a justiça falhar? E se a sentença pretender arrancar aquilo que mais amamos? O que fazer?

Ultimamente, percebo que muitas produções cinematográficas passaram a acentuar o erro policial em suas tramas, bem como o processo jurídico e sua vulnerabilidade ante as intenções daqueles que acusam o réu. Apenas para citar alguns, “Os justiceiros de Deus”, com John Leguizamo, e “Tropa de elite II”, com Wagner Moura, salvo suas ênfases específicas, destacam que algumas aparentes verdades aceitas socialmente, são meros erros ou mentiras. Todo conhecimento é parcial. Como diria Immanuel Kant, “Das coisas apenas podemos conhecer os fenômenos, jamais a essência”.
O filme “72 horas”, segue esta linha também. Desenvolve como um de seus pontos fundamentais o drama do professor John (Russell Crowe), com um filho, que vê sua esposa Lara (Elizabeth Banks) ser condenada à prisão perpétua por assassinato.
Por alguma razão, John, apresenta a certeza inabalável de ela não teria cometido tal crime, mesmo quando já desacreditado por um advogado, ouve da própria mulher uma suposta confissão de que teria cometido tal ato. Mesmo assim não desiste. Desacreditado das instancias jurídicas, planeja então a fuga de sua família de seu país. Única saída possível para uni-los novamente.
Por fim, a obra parece defender a tese de que, quando supostas provas são usadas apenas para tranqüilizar a mente entorpecida de alguns, ou quando a justiça não for justa e resolver retirar aquilo que mais precioso que temos, então resta-nos algo, bem longe do que Sócrates faria, mas nem tão menos louvável: a fuga como única forma de fazer justiça.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"TROPA DE ELITE 2"

Há alguns dias, tive a oportunidade de sair com meu irmão. Resolvemos assistir, o filme, "Tropa de elite 2".
Refletindo sobre tal, notei que para além da violência, do tráfico e da corrupção, a obra mostra uma crise generalizada da polícia, meios de comunicação e política. Isso fica bem claro, quando o então capitão "Nascimento" (Wagner Moura), depois de assumir um deslize do soldado "Mathias" é afastado de sua função do Bope, para depois ser promovido a subsecretário de segurança do Rio de Janeiro.
Neste contexto, percebe que a atuação do Bope na verdade serve à manutenção de um sistema perverso e não à justiça social.
Algo interessante salientar no filme é o tom depressivo de seu principal protagonista. Durante toda trama apresenta um semblante decadente, produzido pela percepção de alguém que já não acredita tanto na eficácia de sua ação, como talvez duvide da causa pela qual lute. Se antes os principais inimigos eram os traficantes, agora percebe que esses são seus companheiros de trabalho.
Por fim, o filme é um retrato da crise interna, ou seja, promovida por seus próprios membros, que antes deveriam ser os primeiros a zelar por sua imagem, sobre a qual as instituições, em geral agonizam em nossos dias. A pergunta é: todas sobreviverão?

"CHICO XAVIER, O FILME"

No final de semana passado recebi um convite para assistir o filme "Chico Xavier". Não me lembro se pensei duas vezes para aceitar ou não, mas se pensei foi só uma questão de hábito. 
Por falar nisso, gostaria de destacar uma temática sobre a qual se desenvolve toda trama: a mediunidade. Seria isso um mero delírio, um fenômeno de hiper-sensibilidade, que o delimitaria ao campo da parapsicologia ou algo real? Estas são perguntas que naturalmente devam ser colocadas em tais casos.
Entretanto, se verificarmos na mitologia grega antiga do séc. VIII a. C veremos o mito de Hermes. Entre seus vários atributos, há algo de peculiar, o de ser mensageiro dos deuses entre os homens.
Considerando esse dado, pertencente ao imaginário cultural grego, percebo certas semelhanças entre a mediunidade de Chico Xavier e a mediação de Hermes no imaginário helênico.
Por fim, uma pergunta me ocorreu: seria Chico a prova de que Hermes existiu, ou seja, o próprio Hermes encarnado? Risos a parte, se essa relação possa ser vista como um equivoco por especialistas, contudo, que não seja considerada como algo impossível de ser. Afinal de contas, vivemos em tempos do absurdo, acreditar nesse só seria mais um.

"ROBIN HOOD, O FILME"

Robin Hood, figura lendária, contraditória, traz em si extremos como justiça e rapinagem, bondade e crueldade, legalidade e ilegalidade. Em poucas palavras: um fora da lei. Quem já não foi um fora da lei alguma vez, principalmente, quando se trata de justiça social?
Depois de uma tarde de domingo agradável, na companhia de pessoas interessantes, fiz algumas reflexões sobre os temas presentes neste filme, dentre eles gostaria de destacar o cavalheirismo, auto-descoberta e a utopia de um outro mundo possível presente em alguns movimentos sociais de nossos dias.
Entretanto, só agora, resolvi escrever, talvez porque tenha sido acertado pela 'flecha' da inspiração ou, a contrário senso, tenha conseguido retirar o dardo da preguiça que, por um fresta ou outra, sempre tende a se cPenso que no fundo, Robin, era um homem de pretextos. É isso mesmo. Assim como nós vivemos arrumando motivos secundários para estar na presença daqueles que, por alguma razão, nos tornam especiais, também com nosso heroi não era nada diferente. No fundo todos seus conflitos são pretextos para manifestar seu descontentamento frente a opressão social de 'seu povo'.
Por fim, pensando agora, percebo que perguntas do tipo 'Vamos assistir um filme domingo? ou Posso lhe dar uma carona?' não passam, em certos casos, de pretextos para manifestarmos, nas entrelinhas, outras intenções, cravar em nossa carne. Miramos nossas flechas em determinado alvo, para no fundo acertarmos outro. Nesse sentido, temos muito mais em comum com R. Hood do que imaginamos!

"QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?"

Acredito que muitos de nós do Ocidente já ouvimos falar, e não raro nos admiramos, de Gandhi, o líder carismático, que lutou pela independência da Índia. Contudo, ao apreciar este filme, fiquei intrigado com uma cena, ao que me parece, que levanta alguma suspeita sobre este grande homem indiano. 
A Jamal, após ser interrogado sobre como sabia o nome da figura da nota de cem dólares, é mostrada uma nota indiana na qual consta a figura de um homem, assim é lhe feita a seguinte pergunta: quem está na nota? Entretanto, para aumentar a suspeita de fraude , diz não saber. Então lhe é revelado que se trata de Gandhi, ao que ele responde, com certa indiferença, já ter ouvido falar.
Então, fiquei pensando qual seria o motivo do Diretor do filme colocar tal diálogo. Encontrei apenas uma única resposta: talvez, para uma parcela da população indiana hoje, Gandhi não corresponda a imagem heróica e poética que foi divulgada pelo Ocidente. Será que haveria uma outra motivação, além dessa, para tal cena? Não sei. Se há, até agora não consegui pensar outra. O certo seria perguntar mesmo é para quem escreveu, porém, na ausência deste convido você a refletir este trecho comigo.
Por fim, para além do romance, da saga e da denúncia à miséria, seria interessante dedicar uma atenção especial a este diálogo sutil, mas não menos intrigante, e responder a seguinte questão: qual a importância desta parte especifica para o entendimento da obra?
Boa investigação! Divirta-se!

"O CLUBE DO IMPERADOR"

Aquele que é fundamentalmente mestre só leva a sério as coisas por causa de seus alunos – inclusive ele próprio (NIETZSCHE).
Referente à análise da postura do professor em sua relação com os alunos, poder-se-ia destacar várias cenas, entretanto apenas a duas se atém a presente reflexão.
A primeira é aquela em que o professor Hundert atribui um ponto a mais à nota de Sedgewick Bell, que passa a preencher uma das três vagas do “Clube do Imperador”, como uma forma de incentivá-lo nos estudos. Porém, para isso o professor exclui outro aluno que naturalmente faria parte deste trio. Este momento, a primeira vista, pode possivelmente despertar certa comoção para com atitude do professor, mas se analisarmos mais devagar verificaremos uma profunda implicação ética, que estaria na decisão do mestre, e que pode ser formulada da seguinte maneira: seria justo privilegiar um aluno, atribuindo-lhe um mérito, ao preço da exclusão de outro que realmente mereceria?
Certamente, que apesar de toda emoção expressa na cena, e que de certa forma induz o observador a ver como nobre a atitude do professor Hundert, todavia constata-se que tal atitude é amplamente questionável do ponto de vista ético.
A partir disso podemos observar uma crise semelhante que aparece nas metodologias de ensino na atualidade no que concerne ao incentivo ao aluno desvinculado de um comprometimento com o aprendizado e de um mecanismo de avaliação pragmático que ao mesmo tempo não traga em si os problemas dos paradigmas repressivos.
A segunda cena é aquela na qual o professor Hundert apesar de decepcionado, pela segunda vez, com a ação de Bell, agora já adulto, percebe que sua ação docente também contribui para o amadurecimento humano de outros de seus alunos. Se, por um lado, o professor, fracassara na educação de Sedgewick Bell, entretanto, por outro obteve sucesso com vários.
Por fim, estas duas cenas do filme revelam uma grande encruzilhada do professor hoje em seu método de ensino, pois de um lado se vê frente a liberdade do aluno em decidir levar a sério o mestre, de outro o docente em sua decisão de levar a sério o aluno e ao mesmo tempo buscar ser justo em seus critérios avaliativos. Ao professor cabe, apesar do pesares, acreditar na possibilidade de que a educação aperfeiçoe as pessoas, pois “... não acredito que o ser humano seja mal por natureza, senão eu não seria educador” (CHALITA.

"CORAÇÃO VALENTE"

Willian Wallace (Mel Gibson), herói para alguns, assassino cruel para outros. Dificilmente, um revolucionário é capaz de esquivar-se de tal contradição. Descrevê-lo seria algo complicado demais, para não dizer inútil. Pois a palavra não é suficiente para dizer o ser das coisas, muito menos o íntimo de alguém tão distinto, principalmente pelo fato de conseguir viver sua singularidade de modo tão valente. Seria coerente usar palavras para descrever alguém que falou mais com o olhar?
É interessante perceber a sincronia entre seus dizeres e sua vida. Ao exército escocês dividido entre si, frente ao poderoso exercito inglês, ele pronuncia uma simples frase, que de algum modo poucos humanos conseguem levar até o fim: “Eles poderão tirar suas vidas, mas jamais sua liberdade!”. Começa aí série de vitórias.
Penso que uma das condições fundamentais para realização pessoal é nos aceitarmos como seres livres e ao mesmo tempo adquirirmos consciência do perigo que isso traz. Ser livre é ser capaz de acolher a imprevisibilidade ou provisoriedade das coisas.
Por fim, entretanto, vítima de traições, de seus aliados, Wiliam é capturado e levado para mesa de suplício, após passar pelo constrangimento de ser torturado em público lança um último grito: liberdade! Um imperativo tão poderoso que inquiridor algum poderá silenciar. Frente uma história assim é melhor olhar do que falar.

"PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS"

Uma fala interessante presente em tal filme é “Os deuses são demasiadamente egoístas assim como os pais”. Refleti isto sobre no quadro das relações entre pais e filhos em nossos dias.
É notório que cada qual traz em si uma idealização de um pai e uma mãe perfeita, entretanto, este paradigma parece ir se dissolvendo conforme à percepção das limitações do objeto idealizado, aí então se situa o berço das frustrações.
Piercy Jackson, Perceu, mais do que encontrar seu pai e resgatar sua mãe, busca uma nova compreensão, menos determinista, de seus pais em sua vida. E esta nova leitura se dá a partir do momento em que percebe que, assim como a si próprio, cada qual possui uma singularidade exclusiva.
Por fim, o filme nos provoca a um aprofundamento sobre as relações entre pais e filhos e seus possíveis dilemas contemporâneos.

"LUCAS E AS FORMIGAS"

A reflexão sobre este filme proporciona à retomada de alguns pontos que compõem nossas relações cotidianas como: homem e animal, indivíduo e grupo, indiferença e amizade.
Algo interessante é perceber como o diretor desenvolve a tese de que para se compreender o mundo do outro é preciso adentrá-lo, ou seja, assumir a rotina daquele que se quer entender.
Alguém, como um nome muito difícil, Ludwig Wittgenstein, sintetizou, mesmo sem assistir, este filme com a seguinte frase “Os limites do meu mundo são os limites da minha linguagem”.
Por fim, vejo como fio condutor da obra o objetivo de fazer com que o expectador desperte à urgência em repensar a alteridade como um caminho seguro para o aprendizado da convivência entre os seres.

"ATLANTIS"

Uma aventura, lenda ou utopia? “Atlantis” traz dentro de sua trama estes vários traços.
Uma civilização oculta sob o mar, “desaparecida de modo súbito” como o próprio Platão sugere, é redescoberta por alguns aventureiros.
Conhecida por ser possuidora de uma alta tecnologia energética ela desperta a cobiça de muitos. Entretanto, tal grupo percebe que a vida deste povo depende desta fonte. Aí se coloca um problema interessante: o que fazer? Roubar este tesouro ao preço do fim de uma civilização ou não?
Este filme nos provoca, para além do mero entretenimento, a pensar sobre o tema das “Novas fontes energéticas” tão presente nas falas de muitos políticos e economistas da atualidade.
A busca de novas fontes de energia é indispensável, entretanto que tal aventura não custe a vida de tantos seres. Que a luz se acenda, sem que tantas outras tenham que apagar!

"O DIABO VESTE PRADA"

Após apreciar esta arte cinematográfica, confesso que foi um pouco difícil escolher algum foco para destacar nesta reflexão. Pois quando a luzes são muitas corremos o risco de perder a direção. Entretanto, uma pergunta, que se refere ao título de tal obra, me perturbou: por que “O diabo veste Prada?”.
As tradições religiosas, em sua maioria no Ocidente, tendem a colocar o diabo como uma força guardiã do Mal. Tudo de ruim que ocorre de alguma forma é aplaudido por ele. Isso mesmo, não que seja causador de todo mal, mas que “bate-palmas” para todo mal que acontece deve bater.
Quem representaria no filme a figura do diabo?
Miranda, diretora de uma renomada empresa de moda, é claro. Mas qual a característica principal que a liga com o diabo? Seria a maldade?Não diria isso. Porém, atribuiria o vínculo entre a personagem e “o cão” como sendo a coisificação do outro. Miranda usa suas funcionárias de um modo desumano. Vê o outro como uma máquina, útil enquanto funciona, inútil quando começa a falhar, interessante enquanto atinge suas metas, descartável depois que já atingiu.
Há muitas “Mirandas” por ai hoje, fiquemos atentos para que seus interesses não nos façam esquecer o nosso ser. Ou vai querer ser causa de aplauso para o capeta?

"REI ARTUR"

Hoje, após assistir o filme “Rei Artur” de Bruckheimer, relembrando algumas cenas, percebi que algumas me inquietavam de modo especial. Para além das continuas batalhas, os cavaleiros bretões buscavam algo mais: o anúncio da liberdade.
Qual a diferença entre as espadas dos exércitos inimigos? A espada de Arthur cruzava as terras mais distantes, não por um desejo de vingança, mas sim pelo o anúncio (pelagiano) da autonomia e da liberdade humana. Cada qual se salva a si, cada qual é responsável pela sua vida. Agora, cá entre nós: será assim mesmo?

"ESPINOSA, O APÓSTOLO DA RAZÃO"

Um filme, biográfico dirigido por Christopher Spencer, para assistir mais de uma vez, duas ou três no mínimo.
Dos vários diálogos que transmitem um beleza estética profunda. Gostaria de retomar uma frase, de Cícero, citada por Espinosa, lúcido da iminência de sua morte pede para que um amigo leve a sua obra para Amsterdã para ser publicada, porém ressalta sem o seu nome. A isso o companheiro, intrigado, pergunta a causa. Nesse instante revela-se uma das faces mais belas do pensador: sua ética. Diz ele ao amigo. “Até os filósofos que escrevem livros, desprezando a glória, colocam seus nomes na capa”. Eis ai um amor pelo saber que não espera ser retribuído!

"O ENIGMA DE KASPER HAUSER"

O filme tem como protagonista a personagem de um jovem, Kasper, criado desde a infância dentro de uma cela, onde só recebia água e outros alimentos. Porém, dado um certo momento, sabe-se lá por que, seu tutor resolve retirá-lo deste condicionamento e submetê-lo à civilização. Mas como andar, se nunca andou, como falar se nunca lhe ensinaram? Seu guardião, ou carrasco, lhe ensina, com muita dificuldade, a dar os primeiros passos, posteriormente, procura fazer com que decore uma seqüência de palavras.
Feito isso, Kasper, é abandonado em uma praça com um bilhete na mão esquerda. Passa ali certo tempo, imóvel, até que um aldeão intrigado com tal figura se aproxima e o recolhe, conduzindo-o para casa de uma autoridade do vilarejo, que o recebe provisoriamente e procura investigar a origem de tal sujeito, a qual se revelou fracassada.
No primeiro momento, a surpresa de toda população, depois a tentativa de educá-lo conforme os bons-costumes da época.
O jovem apesar disso começa a lançar questionamentos radicais sobre a religião, a existência de Deus, o sentido da vida e o sofrimento. Assim incomodou, principalmente, aqueles que se julgavam capazes de educar qualquer um conforme seus ‘métodos infalíveis’. Em uma sociedade que se julgava detentora definitiva das respostas para questões fundamentais sobre vida, alguém que confrontasse estas certezas apresentava-se como algo perigoso.
Por não ser ajustado àquela sociedade, Kasper, é vitima de duas tentativas de homicídio, sendo que na segunda é ferido faltamente. Um fim trágico para um anônimo, não é?
Por fim, no local onde esse lamentável episódio ocorreu há uma inscrição que diz “Aqui jaz um desconhecido, que foi morto por um desconhecido’. Frase que deixa em aberto as seguintes perguntas: por que Kasper, que ameaça poderia representar para tal comunidade? Eis o enigma, por que o mataram? Agora, é só usar um pouco sua intuição, razão e imaginação para me ajudar solucionar este problema. Boa investigação!